O senador Efraim disse que a oposição escapa da ‘bronca’ que existe no governo para formar a chapa majoritária. Segundo declarou o parlamentar em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta terça-feira (25), a base governista tem um impasse que passa pela saída de João Azevêdo do comando para disputar o Senado.
“Definições para 2026? Eu acho que 2025 é o ano de navegar, é o ano de transição, de muito diálogo, de muita conversa. Eu acho que não tem nada definido, começando pelas reuniões do próprio governo. O governo tentou fazer uma reunião cujo resultado foi marcar uma nova reunião. Não saiu nada definido de lá. Ou seja, o governo não se entendeu”, declarou à Arapuan FM, como acompanhou o ClickPB.
Para Efraim, a oposição fala a mesma língua.
“E a oposição tem construído uma estratégia coerente. O que a oposição tem dito? O melhor candidato será o nosso nome. Eu, Pedro [Cunha Lima] e Romero [Rodrigues] temos falado a mesma língua. E eu sempre assumi esse compromisso: se o nome de Pedro for melhor eu voto nele, se o nome de Romero for melhor eu voto nele e se o meu for melhor, eu acredito que os dois estarão juntos comigo”, disse.
A ‘bronca’ no governo, segundo Efraim, é que alguns nomes seriam desprestigiados com a saída de João para disputar o Senado.
“Nós temos algo a oferecer e que o governo não pode dizer da mesma forma que o melhor nome é quem disputará a eleição porque na hora que João sair, assume o vice-governador e, com a caneta na mão, ele não vai olhar para pesquisa e o candidato vai ser ele. É por isso que tem essa briga lá dentro do governo: porque lá, quem quer ser candidato, nomes como Cícero [Lucena] ou Adriano [Galdino], que se colocam como pré-candidatos, podem até ser o melhor nome, mas não tem a certeza de, sendo o melhor nome, poderão disputar a eleição”, relatou.
“É essa ‘bronca’ que existe no governo, que na oposição não existe e que pode fazer com que haja uma certa mudança de polos nessa disputa”, concluiu.
Bolsonaro e a denúncia sobre tentativa de Golpe de Estado
Questionado sobre a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Efraim Filho disse não estar “convencido firmado na culpa de Bolsonaro nessa situação” sobre a tentativa de Golpe de Estado.