Virou assunto nacional o lance no fim da partida entre Botafogo-PB e Treze, que aconteceu no último fim de semana, quando o Belo se classificou para a decisão do Campeonato Paraibano após um empate por 0 a 0, que poderia ter sido uma vitória por vantagem mínima caso o pênalti claro sofrido pelo volante Thallyson tivesse sido marcado.
Já nos acréscimos do segundo tempo, o meio-campista se aproveitou de cobrança de falta rápida e ia em direção a área, frente a frente com o goleiro Igor Rayan, mas foi calçado claramente por trás. A árbitra Ruthyanna Camila, no entanto, assinalou toque de mão do jogador botafoguense, que segurou a bola após cair, e deu reinício a partida.
Na jogada, o auxiliar Paulo Ricardo Alves correu para a linha de fundo, interpretando que o pênalti seria marcado, e tanto o goleiro quanto outros jogadores trezeanos apontavam que a falta havia sido fora da área.
O erro flagrante gerou uma onda de críticas para a juiza, que vem sofrendo covardes ofensas machistas nas redes sociais, e o próprio Thallyson, comentando a jogada na live do PB Esportes, adimitiu ter sido calçado, mas ressaltou que Ruthyanna vinha fazendo uma grande arbitragem antes do lance decisivo.
– Eu queria ter a oportunidade de finalizar a jogada. Ela vinha fazendo uma ótima arbitragem, acho que isso é válido falar, ela vinha apitando muito bem o clássico, uma decisão que valia muita coisa, tanto para nós como para o Treze. Mas ali era um lance crucial, acho que a marcação não foi correta. Eu cheguei até a comentar que não tinha necessidade de simular, porque eu estava de frente para o gol, era final de jogo. E depois, vendo o vídeo, ele fica mais nítido. Foi muito pênalti. Eu acho que a única dúvida que ela poderia ter era se foi fora ou dentro da área, mas foi muito pênalti.Você vê as reações dos jogadores do Treze, pedindo fora. Foi até uma surpresa para nós que a marcação foi o contrário – disse.
Thallyson ainda relembrou que o lance poderia ter consequências diretas no Campeonato Paraibano. Isso porque, caso o Sousa vencesse o Serra Branca, o segundo jogo da decisão seria no Marizão, pois o Dino ultrapassaria o Botafogo-PB no número de pontos, e o Treze ficaria com a segunda vaga na Série D de 2026, deixando o Carcará do Cariri de fora, situação que acabou não se confirmando pois o jogo no sertão acabou empatado em 1 a 1.
– O que poderia prejudicar era não fazer a decisão, não jogar o segundo jogo na frente do nosso torcedor, e ter que decidir fora de casa, que dá toda a dificuldade contra uma equipe bem qualificada como a do Sousa, que passou para a final, então isso poderia dificultar um pouco mais. Esse lance foi muito difícil, mas eu acho que não tínhamos dúvidas de que foi pênalti – completou.
Botafogo-PB e Sousa começam a decidir o estadual no próximo domingo (23), no estádio Marizão, às 17h. O jogo de volta será no Almeidão, na capital, no domingo, dia 30 de março.
Equipe @Vozdatorcida